Marcadores
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
A História Da Humanidade Decifrada - 5 partes
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Morre Oscar Niemeyer
Morreu o arquiteto Oscar Niemeyer, aos 104 anos. Pensava e escrevia coisas detestáveis. Dele se pode dizer o que disse Millôr Fernandes sobre um colega seu de Pasquim: “Metade é gênio, e metade é idiota”.
Não tenho nada a acrescentar ao que escrevi sobre ele, neste blog, quando fez 99 anos – teve tempo de escrever e de dizer muitas tolices depois. Mas nada disso, acho, macula a sua obra. Reproduzo aquele texto. Volto para encerrar.
*
Um homem não é sua obra. Céline — Louis-Ferdinand Céline — era um idiota político e um antissemita delirante. E, no entanto, escrevia como um príncipe. Cumpre não usar o seu belo texto para justificar seu cretinismo. Ezra Pound era um fascistoide do miolo mole, mas um poeta admirável (embora não do meu gosto pessoal) e um homem de cultura. Os textos sobre política de Fernando Pessoa não servem nem para catar cocô. E foi, a meu ver, um dos maiores poetas de todos os tempos em qualquer língua. A lista seria gigantesca. Há cretinos políticos de esquerda também. O meu romancista predileto no Brasil, Graciliano Ramos, era comunista, mas São Bernardo, Angústia, Vidas Secas ou mesmo Memórias do Cárcere — relato de quando foi preso pela ditadura de Getúlio justamente porque era comunista — não são.
Os meus amigos sabem o que penso: artistas jamais deveriam se ocupar de política — não em sua arte. Não acredito em obra engajada, a não ser naquela que expressa melancolia, desespero e saudosismo. A boa arte política é sempre reacionária, voltada para o passado. Artistas que se dobram a utopias finalistas se transformam em prosélitos. Desconheço se Churchill escreveu algum verso ou disse algo relevante sobre a condição humana. Mas, em política, foi o maior entre os, chamemo-lo ainda assim, contemporâneos. Cada coisa em seu lugar. É típico do obscurantismo e da burrice — fascista ou leninista — satanizar a obra deixada por um artista por conta do seu alinhamento ideológico. Seria como censurar Churchill porque mau poeta.
Respeito, como quase sempre, opiniões contrárias e até entendo a natureza da crítica. Pessoalmente, no entanto, acho Oscar Niemeyer um gênio, embora deplore as suas escolhas políticas e enxergue em sua trajetória de vida o principal desvio de caráter dos comunistas: o oportunismo nos meios com o totalitarismo no fim. Mas e daí? Vou dizer, por isso, que não vislumbro no seu trabalho a centelha do gênio? Vislumbro. Não sei quanto tempo ainda dura esta nossa aventura. Pelo tempo que durar, o seu trabalho restará como bom exemplo do que pode produzir o gênio humano.
Assim como, sei lá eu, o gótico foi a expressão material do espírito de um tempo, acho que Niemeyer conseguiu dar forma à cultura moderna, com a leveza do seu concreto, o que já é quase um clichê. A Catedral de Brasília, templo de oração projetado por um ateu militante, consegue a síntese perfeita entre o mundo horizontal e igualitário — o espírito do tempo moderno — e o apelo ao divino, a memória cultural que uma igreja, qualquer uma, evoca. Acho descabidas as críticas a seus prédios brasilienses — “desconfortáveis”, “ignoram a natureza”, sei lá o quê… Mas tudo bem: essa crítica é pertinente e aceitável.
O que censuro mais em Juscelino Kubitschek do que nele, aí, sim, é a vocação para achar que a sociedade obedece a regras que cabem num projeto. Brasília foi, em muitos aspectos, um delírio caro, desnecessário e megalômano, que, ademais, afastou a política da vida dos cidadãos comuns. A concepção, em si, é autoritária, menos pelo que possa haver de “comunismo” embutido do que de descolamento de certa elite da realidade do país. Cidades só nasciam por atos administrativos na vontade de imperadores e déspotas. Elas são construções coletivas, como, aliás, a Brasília cheia de defeitos de hoje prova à farta.
Voltei
A estupidez política de Niemeyer, que defendia regimes homicidas, não condena a sua obra. Mas a sua obra também não absolve a sua estupidez política.
Por Reinaldo Azevedo
postado originalmente no site da Veja
***
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Os Evangelhos São Fábulas?
por Rodrigo Toledo
Antes de acusar um determinado escrito de fábula, primeiro o acusador tem que ter lido alguma fábula, para efeitos de comparação. Qual fábula você já leu? Qual foi a última fábula que levou seus escritores e divulgadores a serem perseguidos, capturados, torturados e mortos? Qual foi a última vez que conheceu uma fábula que tem mais de 24 mil cópias manuscritas antigas (antes da invenção da imprensa), dos quais 600 são cópias quase inteiras, e o restante são fragmentos de cópias?
Qual foi a última fábula que você conheceu em que a arqueologia encontrou esse tanto de cópias em 5 idiomas antigos, em 3 continentes diferentes, datados de 120 d.C. (apenas algumas décadas após a crucificação) até o século XVIII?
Se os evangelhos fossem simples fábulas, seus divulgadores o teriam confessado ante a tortura cruenta dos romanos quando os cristãos eram perseguidos. Se fosse tudo mentira, alguém teria denunciado a suposta mentira na época! Acontece que os evangelistas foram massacrados, mutilados, queimados, jogados as feras no Coliseu, e preferiram morrer e sofrer de dor do que negarem Cristo e os evangelhos.
Fábulas???
***
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
O Que Aconteceu Com os Apologistas?
por
Rodrigo Toledo
Muita gente que conhece a mim e ao meu trabalho como apologista me questiona sobre o porquê de os apologetas modernos não mais concentrarem seus textos e suas palestras nas seitas. Em vez disso, voltaram sua atenção e seus ataques a denominações tidas pela maioria como evangélicas. Seria uma inversão de valores? Será que perdemos o foco? Teríamos nos tornado anti-denominacionais?
Bem, para responder a essa questão escrevi o texto abaixo que ilustra de maneira parabólica o que realmente aconteceu com os apologetas, digo, com os "Sombras de Genebra". Aprecie sem moderação:
Muita gente que conhece a mim e ao meu trabalho como apologista me questiona sobre o porquê de os apologetas modernos não mais concentrarem seus textos e suas palestras nas seitas. Em vez disso, voltaram sua atenção e seus ataques a denominações tidas pela maioria como evangélicas. Seria uma inversão de valores? Será que perdemos o foco? Teríamos nos tornado anti-denominacionais?
Bem, para responder a essa questão escrevi o texto abaixo que ilustra de maneira parabólica o que realmente aconteceu com os apologetas, digo, com os "Sombras de Genebra". Aprecie sem moderação:
Num
Reino não muito distante, chamado Lar, famoso por ter apenas uma única fonte d’agua
potável, reinava o Grande Rei Eussou, também conhecido como Rei dos reis. Ostentava
a melhor das reputações, por sua misericórdia e justiça impecáveis, e seu caráter
impoluto.
Tornou-se
mundialmente admirado quando do episódio envolvendo o agiota que veio cobrar
uma dívida impagável contraída por todos os habitantes daquele Reino e que,
segundo as 613 cláusulas do contrato assinado, os devedores deveriam sanar
aquela dívida com a própria vida. E o Grande Rei, juntamente com seu Bondoso Filho, o Príncipe Messias, ricos em misericórdia para com
seus servos, decidiram entre si como sanariam a dívida, entregando ao agiota o sangue real do Manso Príncipe, liquidando a dívida e devolvendo àquele povo a vida e a esperança.
Fato
é que o Rei designou capitães a fim de que distribuíssem a água de forma digna
e igualitária, além de generais e ministros que garantiriam a gestão e pureza da mesma.
Dentre outras tantas tarefas, designou uma tropa de elite especializada em combate fronteiriço – o batalhão “Sombras de Genebra” -, nome dado em honra a quatro antigos combatentes, cujas estatuas erigem-se na Praça Central, em cujas sombras descansa o Sagrado Saltério do Rei, o qual teve a sua capa forjada com o metal do escudo dourado do Benevolente Príncipe Messias.
Altamente treinados, os "sombras" deveriam posicionar-se em seus postos, de costas para as terras do Reino, voltando seu foco para as corruptas nações vizinhas, evitando assim a invasão de espiões estrangeiros enganadores, bem como a evasão de larianos desavisados. Sob o sol causticante do estio; ou sob a luz inebriante da lua; até mesmo sob maciça tempestade de neve do castigante inverno lariano; estavam prontos para combater e proteger. Devido à bravura desses soldados, e ao perigo a que eram expostos, foram apelidados de “As Mil Lâminas do Rei”.
Dentre outras tantas tarefas, designou uma tropa de elite especializada em combate fronteiriço – o batalhão “Sombras de Genebra” -, nome dado em honra a quatro antigos combatentes, cujas estatuas erigem-se na Praça Central, em cujas sombras descansa o Sagrado Saltério do Rei, o qual teve a sua capa forjada com o metal do escudo dourado do Benevolente Príncipe Messias.
Altamente treinados, os "sombras" deveriam posicionar-se em seus postos, de costas para as terras do Reino, voltando seu foco para as corruptas nações vizinhas, evitando assim a invasão de espiões estrangeiros enganadores, bem como a evasão de larianos desavisados. Sob o sol causticante do estio; ou sob a luz inebriante da lua; até mesmo sob maciça tempestade de neve do castigante inverno lariano; estavam prontos para combater e proteger. Devido à bravura desses soldados, e ao perigo a que eram expostos, foram apelidados de “As Mil Lâminas do Rei”.
Sempre
que um incauto cidadão lariano era seduzido pelos perfumes e cores das terras vizinhas, um sombriano lhe barrava, mostrando-lhe as armadilhas com estacas punji,
fazendo-o compreender as diferenças entre os terrenos e climas, convencendo-o a voltar
para Lar.
Passaram-se
muitas décadas, e em todo esse tempo os “sombras”, tendo a fronteira como assoalho, olharam
atentamente para fora, prontos a empunhar suas espadas pela proteção do
povo lariano, comprado com o sangue do Bondoso Príncipe Messias.
Mas,
certo dia, algo incomodava o coração de um “sombra”, e este resolveu olhar para
trás, para dentro. E o que ele viu foi a constatação da pior de todas as
notícias a que se pode dar a um homem. Seus olhos viram a profanação e a
desobediência. Um tenebroso calafrio subiu-lhe a espinha, podia sentir o pulsar do coração nas extremidades de seu corpo.
Assustado e hesitante, caiu sobre os joelhos. O raciocínio fugia-lhe a mente, e
a única coisa em que pôde pensar em fazer era gritar... e gritou, a plenos
pulmões.
Nesse
momento, todos os “Sombras de Genebra” olharam para dentro. Diante de seus olhos estava uma aberração mais assustadora que qualquer exército já enfrentado naquele Reino. A água lariana estava contaminada, e por conseguinte, o povo estava doente, cambaleante e debilitado. Os ministros, generais e capitães se venderam ao inimigo, dominando a fonte e adulterando a água. Traíram o Rei!
Oh, quem dera houvesse, naquele dia, lágrimas curadoras para os cidadãos de Lar. Quem dera houvesse fácil solução advinda dos céus. Quem dera à pedra das estátuas dos Quatro Guerreiros Genebrinos tornar-se em carne, e que revivessem afim de tomar a frente dessa batalha!
Oh, quem dera houvesse, naquele dia, lágrimas curadoras para os cidadãos de Lar. Quem dera houvesse fácil solução advinda dos céus. Quem dera à pedra das estátuas dos Quatro Guerreiros Genebrinos tornar-se em carne, e que revivessem afim de tomar a frente dessa batalha!
O
estado dos larianos era pior do que os de fora. O que acontecia dentro do Reino
era mais repulsivo que as impiedades cometidas nas corruptas terras vizinhas.
Imediatamente os "sombras" reagruparam-se e correram para o interior do Reino, declarando em nome do Rei, estado de calamidade. O comandante do batalhão bradou “às armas!”, e ouvia-se, a partir de então, o som das espadas abandonando suas bainhas. Ao levantarem o escudo à altura do rosto, podiam ler, no lado de dentro, uma antiga inscrição de autoria do Amado Príncipe que dizia “Aos vendilhões, o azorrague!”.
Além do vento forte que vinha do norte, ouvia-se a voz rouca do oficial sombriano:
Imediatamente os "sombras" reagruparam-se e correram para o interior do Reino, declarando em nome do Rei, estado de calamidade. O comandante do batalhão bradou “às armas!”, e ouvia-se, a partir de então, o som das espadas abandonando suas bainhas. Ao levantarem o escudo à altura do rosto, podiam ler, no lado de dentro, uma antiga inscrição de autoria do Amado Príncipe que dizia “Aos vendilhões, o azorrague!”.
Além do vento forte que vinha do norte, ouvia-se a voz rouca do oficial sombriano:
- “Ouçam, nobres guerreiros! Durante anos
estivemos a serviço do Grande Rei, para o qual juramos lealdade. E pelo que
vimos, o Rei foi traído. Os ministros, generais e capitães preferiram dinheiro sujo à água
limpa. A muito tempo, o Rei Eussou entregou a vida do próprio Filho afim de nos
poupar, e chegou a hora de demonstrar-lhe a gratidão que temos. Iremos manter
nossa honra e nosso juramento, e se preciso for, marcharemos em direção a morte pela causa! Mandem
o atalaia soar o alarme! Fechem os portões! Ordenem imediatamente que não se
beba mais dessa água até reconquistarmos e restaurarmos a fonte. Cada homem e
mulher de Lar deve correr para suas casas! Homens!!! Refaçamos o juramento!”
Cada
guerreiro colocou sua espada sobre o próprio pescoço, bradando em uníssono: “Amo
meu Rei, e seu Bondoso Filho, e juro ofertar minha vida à Ele e seu Reino. Na
noite mais tenebrosa, na batalha mais sangrenta, estarei lá, defendendo a honra
de meu Rei. E se eu não cumprir o juramento, que essa espada caia sobre meu
pescoço.”
Colocaram seus elmos, cujo metal gélido insistia em
discordar de suas bochechas quentes e ruborizadas. Seus corações ardiam de amor e fidelidade ao Rei. A impetuosidade de seus olhares era quase palpável, podiam com ela incendiar uma chuva torrencial! Avançaram contra os déspotas traidores, em nome do Rei.
-
“Homens!!! A partir de hoje, esses falsos larianos sentirão o sabor das “Mil
Lâminas do Rei”. Está aberta a temporada de caça aos traidores!”
***
sábado, 17 de novembro de 2012
Pacote de Links
Sobre o último link: vi por esses dias um blogueiro, que também é marketeiro, tendo ataque de pelanca por causa do vídeo do Fabio Porchat, induzindo, inclusive, seus leitores a reclamar no twitter do comediante. Mas eu sei porque ele se indignou, e adivinhem - não foi por causa do personagem que quer mexer na história da bíblia. Na realidade, ele ficou "nervosinho" pelo deboche que o Porchat fez com a profissão mais manipuladora e usuária de PNL e mensagens subliminares de que se tem notícia: marketing. Eu particularmente gostei da crítica. Pastor que procura marketeiro para encher templo tem que ser esculachado mesmo... e de quebra, agente esculacha os marketeiros também. Se acha que estou generalizando, aqui vai um desafio: Me aponte um, apenas um, marketeiro que não use PNL, que não seja manipulador de massas, que seja honesto em dizer que o produto que está tentando vender não é tão bom assim, que não faça uso de mensagens subliminares, enfim... um marketeiro honesto e verdadeiramente cristão. Se me mostrar um, eu retiro o que disse sobre a classe.
***
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Ana Paula Valadão diz que Gente Gorda não Combina com Ministério Cristão
GENTE, pára o mundo que eu quero descer.
A super-sacro-santa-ungidona Ana Paula "Valetão" disse em uma de suas pregações(?) que crente gordo não pode exercer ministério de liderança. Veja o video.
À algum tempo prometi a mim mesmo que pararia de esculachar os neo-pentecostais. Mas parece que terei de quebrar a promessa. Não tem jeito, eles pedem pra serem esculachados. Então, lá vai:
- Bóra, zero nove, trás o cabo de vassoura!
- Não, por favor, capitão, eu sou ixtudanti, tamêm sô novu convertidu, e já comprei a bíblia do André Valadão e o CD Diante du Tronu, e...
- Pláft! (tapa na cara) Cala a boca, vagabundo! Plaft!, plaft!, plaft!, plaft! (vários tapas na cara), é você que financia essa merda!!!
Nem sei por onde começar. Fico imaginando o que pensariam Lutero, Spurgeon, Conde Zinzendorf, e até mesmo cristãos piedosos e abençoados de nossos dias que estão acima do peso, como por exemplo, o missionário Jamierson Oliveira. Esse posicionamento dessa senhora é inaceitável.
Então quer dizer que obesidade não combina com liderança cristã. E usar uma bota de couro de python para, profeticamente(?), exorcizar um demônio boiadeiro, combina? E jogar-se no chão, fingindo que está caindo pelo poder de Deus, combina? E ficar de quatro no palco, ridiculamente imitando um leão no meio do show, combina? E o político da Lagoinha tentar comprar uma rua pública, com cidadãos morando nela, inclusive, afim de aumentar o tamanho do templo de forma completamente irregular, combina? Vender bolsa de couro de python a R$ 1.290,00, combina? Apregoar doutrinas esdrúxulas como batalha espiritual contra demônios territoriais afim de que Deus possa tomar posse daquilo que é Dele(????), combina? O André "Valetão" processar um pastor presbiteriano, numa tentativa de cercear a liberdade de expressão, só porque o pastor expressou sua opinião quanto ao showzinho do André com uma banda católica, combina? Fazer treinamento teológico na Rhema, uma das mais heréticas escolas teológicas triunfalistas, combina?
Não precisa ser expert em engenharia do comportamento afim de perceber o incômodo que Ana Paula sente com a presença de gordos. Sou gordo a muito tempo e me acostumei a fazer a leitura dos trejeitos de pessoas que se sentem incomodadas com a presença de um gordo. Repare nos tapinhas "revoltadinhos" que ela dá no púlpito ao dizer "gente, vãom fazê um jejum, vãom?", referindo-se às irmãs mais cheinhas.
Ponho-me a perguntar qual a motivação da moça em constranger as irmãs gordinhas presentes no culto das pererecas da Lagoinha rsrs. Será que é porque o pastor(?) Lucinho estará em breve lançando seu método gospel de emagrecimento ungido - apenas cheirar a comida, em vez de comer? tss. Será que ela desejaria estar cercada tão somente por líderes saradões, com barriguinha de tanquinho (ui, peguei pesado agora)? Ou será uma tentativa de forçar os girinos da Lagoinha a emagrecer para comprar as camisetas do André Valadão em sua loja oficial na internet?
Desafio qualquer fã (leia-se puxa-saco) da Ana Paula "Valetão" a responder essas perguntas. Afinal, não sei até que ponto um pregador pode, do púlpito, se meter no espaço vital do crente, metendo o bico onde ninguém pediu sua opinião (quer pão, ganso?), com um assunto tão inócuo para o Reino de Deus. Sabe qual o nome que se dá pra isso? Patrulhamento. Acredito que ninguém até agora tenha chegado para a Ana e dito: "E aê, vâmo fazer uma plástica para consertar esse olhão de sapo nessa cara, vâmo?".
E pra terminar: 1) o vereador membro da Igreja Batista(?) da Lagoinha que tentou comprar uma rua pública para expandir irregularmente o templo, é magro. 2) o pastor que disse ter recebido do Senhor(?) a revelação de que a Ana deveria comprar a bota de python para exorcismo, é magro. 3) O irmão da cantora gospel, que também é cantor, que declarou "o que nos une é maior do que o que nos separa", falando acerca do show que fez com banda católica, é magro.
Com tantas bizarrices e heresias, de que está adiantando tanto jejum e oração? Responde aê, Ana...
***
***
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Conspiração da Pólvora
por Rodrigo Toledo
Não Sei o Que Pensar Sobre Hoje, 05 de Novembro
Existe uma história de luta de oprimidos, que poderia nos ensinar algumas lições. Sempre admirei o trabalho intelectual do Rei Tiago, inclusive por causa de sua tradução do texto sagrado, que até hoje, depois de aproximadamente 400 anos, ainda é utilizada pela igreja anglicana.
Mas, em relação ao seu trabalho como rei, não estou tão certo se o admiro. Ele apregoava separatismos para direitos de puritanos e católicos, inclinando-se a favor dos anglicanos. O resultado foi catastrófico: vários homens foram presos, torturados e executados por tentarem destruir o parlamento inglês com 36 barris de pólvora, numa reunião onde o rei também estaria presente. Dentre os terroristas, Guy Fawkes, um soldado convertido ao catolicismo, completamente revoltado com a injustiça do rei e do parlamento para com os adeptos de sua religião.
E agora? O que pensar de Guy Fawkes? Um terrorista? Um idealista? Bandido? Herói? Seria ele um revolucionário? Ou apenas um jovem manipulado pelas idéias do grupo conspiracionista defensor da classe oprimida católica?
Não sei se dou glórias a Deus pelos puritanos que não se envolveram no atentado, ou se lamento pela administração absolutista do rei James (Tiago).
Sendo assim, não sei se comemoro a Noite das Fogueiras, ou se junto-me a Fawkes na luta pelos oprimidos. Não sou católico, nem anglicano. Gosto dos puritanos. Mas sei que atentados terroristas não resolvem o problema - vide 11 de setembro de 2011. Disso eu tenho certeza: apenas aumenta o ódio, gerando mais ódio.
Que aprendamos com a história - posso não concordar com as idéias de uma minoria, mas não tenho o direito de oprimí-los por expressarem suas opniões, desde que não façam apologia ao crime e ao caos.
Hoje, não irei cantar a antiga canção: "Me lembro, me lembro, do cinco de novembro, Do atentado e da pólvora, se deve saber, E não vejo razão, para que tal traição, Um dia se venha a esquecer". Prefiro recitar Voltaire: "Posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-la".
Aos vendilhões, o azorrague!!!
***
terça-feira, 23 de outubro de 2012
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
O Que Zeitgeist Não Mostrou
***
Assinar:
Postagens (Atom)





