Marcadores

sábado, 25 de junho de 2011

Como Interpretar a Bíblia




por Paul Washer


A Bíblia é um livro Espiritual que deve ser interpretado através da iluminação do Espírito Santo, mas ao mesmo tempo a Bíblia é um livro, e a única correta interpretação é aquela que concorda com sua gramática – o que está escrito. Por esta razão é importante que nós estejamos familiarizados com as regras ou princípios da interpretação. A ciência da Hermenêutica é o estudo desses princípios.

Hermenêutica é um assunto sério. A nossa interpretação da Bíblia irá determinar nossas crenças e essas crenças determinarão como pensamos e agimos.

A seguir, estão 13 princípios que nós devemos seguir quando interpretamos a Bíblia:

1. A Bíblia é a autoridade absoluta. É impossível interpretar a Bíblia corretamente sem a convicção de que toda a Bíblia é a Palavra de Deus. Nós não temos o direito de rejeitar certas partes da Bíblia porque elas se opõem às nossas tradições, opiniões, ou estilos de vida.


2. O Espírito Santo é o melhor professor da Bíblia. O Senhor Jesus disse que enviaria o Espírito Santo para guiar a Igreja em toda a verdade (João 14:26; 16:13) e sem Sua iluminação é impossível entender a Bíblia (I Coríntios 2:14). Isso não significa que em “nome do Espírito Santo” temos o direito de desviar do que está escrito na Palavra ou acrescentar algo a ela. Apenas o que está escrito na Bíblia pode ser afirmado como doutrina. Nossos sentimentos e emoções têm pouco valor na formulação de uma fé bíblica.

3. A própria Bíblia é o seu melhor comentário. Quando nós não podemos entender a interpretação de uma parte da Bíblia ou queremos alargar nossa compreensão dela, nós devemos buscar explicações em outras referências Bíblicas.

4. A Bíblia não se contradiz: Portanto sempre deve haver harmonia em nossas interpretações de textos diferentes. Se nossa interpretação de um texto contradiz a interpretação de outro, então estamos errados.

5. Textos incertos [difíceis] devem ser interpretados através de textos claros [fáceis]. Aqueles textos que a interpretação não é muito clara devem ser interpretado à luz dos textos, que podem ser entendidos claramente.

6. A gramática determina a Interpretação. O texto ou verso que estamos estudando tem somente uma interpretação correta e é aquela na qual está de acordo com a gramática (o que está escrito). Mesmo se o texto possa ter várias aplicações, ele tem apenas uma interpretação correta e é aquela que está de acordo com o que está escrito.

7. O contexto é importante. A Bíblia é como um quebra-cabeça no qual é impossível interpretar somente uma peça sem um entendimento geral de todas as outras. Cada palavra deve ser interpretada no contexto da frase, cada frase no contexto do parágrafo, cada parágrafo no contexto do livro e cada livro no contexto da Bíblia inteira.

8. As palavras são importantes. Deus escolheu palavras para nos comunicar Sua palavra. Portanto é importante determinar o significado de cada palavra.

9. A interpretação simples é normalmente a melhor. A Bíblia não foi escrita para teólogos ou místicos, mas para o homem comum. Apesar de haver alegorias, metáforas e símbolos na Bíblia, devemos buscar a mais simples interpretação.

10 O Velho Testamento deve ser interpretado à luz do Novo. Para o Cristão, o Novo Testamento determina a aplicação do Velho Testamento em sua vida. Um bom exemplo é a doutrina do Espírito Santo. No Velho Testamento, Ele poderia ser retirado dos crentes (Sl. 51:11), mas no Novo, ele permanece eternamente com ele (João 14:16-17).

11. A interpretação não deve ir além da revelação das Escrituras. O que a Bíblia não explica nós devemos aceitar como um mistério. Se formos além “do que está escrito” corremos perigo de formar falsa doutrina.

12. O Objetivo é a exegese. A palavra exegese vem do verbo Grego exegeisthai [ ex=fora/ hegeisthai=conduzir ou guiar ]. Quando interpretamos as Escrituras devemos extrair o verdadeiro sentido do texto e a todo custo devemos evitar ler textos a qual eu acho que ele pode significar. Devemos evitar interpretar a Bíblia de acordo com nossas próprias presunções ou ideias preconcebidas. Nossas presunções são como óculos coloridos que destorcem nossa visão das Escrituras. Devemos nos esforçar para retirar nossos óculos e ver o texto como ele é. Esse é o maior trabalho do estudante da Bíblia.

13. Nossa interpretação pessoal deve ser comparada com a da Igreja. Nos últimos 2000 anos, teólogos dedicados, pastores e outros Cristãos estudaram as Escrituras. Devemos comparar nossas descobertas com a deles. Se nossa interpretação não é encontrada entre os dedicados Cristãos da história, possivelmente estamos errados. Não deveria haver “novas descobertas” na doutrina Cristã. Judas refere à fé Cristã com aquele que foi “de uma vez por todas” entregue aos santos (Judas 1:3). [1]



[1] n.t.: com isso Paul Washer não está dizendo que a tradição possui autoridade igual ou superior ao das Escrituras. Concordamos com a Declaração de Cambridge que diz:

“Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.”

O que Paul Washer quer dizer é que Deus deu à Igreja mestres fiéis as Escrituras e que devemos nos atentar ao seus ensinos. Contudo, em último quesito, todo ensino deve ser fundamentado sobre as Escrituras e não sobre a autoridade de qualquer pessoa. E da mesma forma, somente as Escrituras devem ser usadas para convencer o crente das doutrinas bíblicas e não “fulano disse”.



publicado originalmente em Voltemos ao Evangelho



***

terça-feira, 21 de junho de 2011

Deus salvou um desajeitado!



por Rodrigo Toledo


Existe uma pergunta que insiste em exalar-se da bíblia, cuja resposta jamais será encontrada, nem mesmo na própria bíblia. Um ponto de interrogação tão bruto, tão agressivo, pulsante como um coração; não posso resistí-lo. 

Sempre que curiosamente ponho meus olhos a examinar as Escrituras, tenho minha consciência violentamente espancada por essa questão. Quase posso sentir uma forte mão forçando meu orgulho em direção ao pó, deixando-me prostrado. E então, a arrogância e auto-suficiência que ainda ousam mostrar os punhos simplesmente se esfarelam. 

Com certeza – reitero, com certeza, é a pergunta mais poderosa com a qual me debati em minha vida. Mal consigo olhá-la nos olhos... tremo e desisto. Minha valentia é pisoteada diante de seu poder. Posso encontrá-la todas as vezes que abro o evangelho. Vejo-a passar diante de mim, olhando-me com ar de professor que acabou de derrotar um aluno com argumentos. Existe um lugar específico onde a encontro assombrando-me os pensamentos. 

No entanto, não posso evitar a visita mental a esse lugar. Sei que ela estará lá, me esperando como uma fera destruidora que esgotará todas as minhas tentativas de parecer intelectual, distinto, educado, digno. E eu, pobre desajeitado, reconhecerei que a pergunta tem razão e fundamento. Meu ímpeto se ajoelha, entrega-se sem vontade de revidar. Mesmo assim, meu espírito é impelido a visitar esse lugar. É o Getsêmani. 

Jamais poderia imaginar que um jardim com nome estranho seria o habitat de uma pergunta tão poderosa: “Por que Jesus fez aquilo por mim?” O Rei da Glória em pessoa estava pensando em mim. No dia mais sombrio de Sua vida, Ele pensou em mim. "A minha alma está cheia de tristeza até a morte" Mt 26.38. Assim se expressou ao contemplar a exata dimensão de minha condição caída, perdida.


Diante Dele, meu alterego de terno e gravata caiu, revelando o fariseu Rodrigo, maltrapilho, necessitado de salvação! 

No Getsêmani toda a casca criada pela hipocrisia cai por terra. Ali, o impostor que vive dentro de nós é subjugado pela voracidade da pergunta. E é no Getsêmani onde vejo um Deus que, apesar de não ser limitado, voluntariamente se limita a um corpo humano afim de, em meu lugar, tomar o cálice da própria ira. 


É no Getsêmani onde vejo um Ser que apesar de ser o Criador dos céus e da Terra, voluntariamente escolheu enclausurar-se em um útero de uma jovem palestina afim de tornar-me novamente amigo de Deus.  E é no Getsêmani onde encontro a pergunta mais difícil de ser respondida: "Por que Jesus fez aquilo por mim?".

Parece-me que a pergunta tem algumas irmãs: 


“Por que fui alvo da Graça de Deus?” 


“O que há em mim para ser alvo de Sua Misericórdia?” 


“Poderia eu, pecador tão miserável e desajeitado, ter algo de especial para ser salvo ?”. 


Sou incapaz de responder! 



***

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A Banda Mais Bonita da Universidade






Taí uma forma curiosa, simples e honesta de se protestar.

Os alunos da Universidade Federal da Paraíba, a UFPB, conseguem ver o canteiro de obras do novo bloco de Comunicação em Mídias Digitais há 1 ano do mesmo jeitinho, ainda desconstruído. E resolveram chamar atenção do reitor com a Banda Mais Bonita da Universidade.


***